André Marques, o próprio.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Do avesso

Deixas escapar o sorriso.
Há uma vida que sobressai dentro de ti.
A minha. Talvez.
Estimo-te. Quero-te por dentro do abraço. Por dentro dos dias. Por dentro das noites. Por dentro de todos os segundos.
Resgato-me sem hesitações. Interpreto o amor. Próximo de ti. Imediato a nós. Amor que tortura de tanta verdade.
Trago-te nos olhos. Distintos. Abafo-te de aspirações. Engulo a saudade. E a certeza de um sentimento não correspondido.
Percorro-te no avesso das coisas. Das banais. Ou não. Torno a mão. E os dedos.
Nasce a indignação em mim. As forças debilitam-se. Sobre o tempo corre a inércia. A improficuidade de te pertencer. A inutilidade de te exigir.
Dor que chega a ser pudor. Consinto. Venero toda a tua existência. Que toca as estrelas. Mas que o coração não declara.



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