André Marques, o próprio.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Vestido a rigor

Visto-me a rigor. Um fato e basta. Preto. Deixado de memórias. Calço-me para ti. Das janelas, encerro as portas. E recebo-te, de sofá aberto, de manta no chão. Beijo-te os pés. Um dedo. Dois dedos. Preparo-te de comer. Os violinos desabam num choro ensurdecedor. Tristes. E tu, néscia caçadora de roupa lavada. Cantas-me a praga da noite. Aquela que tu sabes. E eu também. Dançamos o amor. Ensaiamos a coreografia da despedida. E acertamos o passo da desilusão. Somos mestres. De algo. De nós, talvez. Da morte. A única certeza que nos resta. Que me resta. A seguir a ti.


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